Philip Rosedale (também conhecido como Philip Linden, ou 'El Presidente'), fundador do Second Life e CEO da
Linden Lab, concedeu uma entrevista para a edição eletrônica da conceituada revista alemã Der Spiegel.

O assunto principal, como não poderia deixar de ser, foi a recessão no SecondLife. A debandada de usuários e a iminente quebra da economia do metaverso não desanimaram o chefão da Linden Lab: "Evitar os impactos negativos da recessão é a nossa maior missão" disse Philip ao repórter da Spiegel, Christian Stöcker:

SPIEGEL ONLINE: O Second Life esteve no auge durante os anos de 2006 e 2007. Agora mal se ouve falar dele. A festa acabou?

Philip Rosedale: " Isso acontece com todas as novas mídias, e foi o que aconteceu com a própria Internet. Foi previsto esse ciclo de crescimento, que chamou muito a atenção da imprensa, e depois um recuo. Nós estávamos na crista da onda nos dois primeiros trimestres de 2007, e então alguns escândalos chamaram a atenção da mídia também; só que de maneira negativa. Novas ferramentas, como os comandos de voz, e a utilização do SL pelas empresas e instituições de ensino vão devolver a nossa credibilidade agora em 2008. Mas é uma montanha-russa."

SPIEGEL ONLINE: O Second Life encolheu de maneira dramática. A maioria das empresas estão saindo...

Rosedale : "Mas muitas companhias estão usando suas sedes no Second Life para fechar acordos, procurar colaboradores e fazer reuniões em tempo real no Second Life. E essa utilização só vem crescendo. E já temos mais de 400 universidades dentro do Second Life e mais de 4.000 professores em nossa lista de educadores."

SPIEGEL ONLINE: Mas quem tentou fazer marketing no Second Life se decepcionou, não?

Rosedale : "Acho que ainda é cedo para dizer isso. Ainda temos 200.000 usuários diferentes todos os dias, e apesar disso gerar um mercado em que circula mais de um milhão de dólares diariamente, e em que possível lucrar, ainda não é o suficiente para capitalizar aqui dentro muitos produtos da vida real."